Entenda o motivo do sucesso de marcas como Google, Apple e Nike!


marca, construção de marca, brand, branding, branding management, gestão de marcaO tão famoso “estudo de branding” é o gerenciamento da imagem de uma empresa, ou seja, sua marca, o que envolve uma construção de imagem e posicionamento no mercado, que respeita as missões, valores e políticas da empresa e representa de fato a sua verdadeira essência.

Vamos aos significados. BRAND , do inglês, significa marca. Beleza, mas qual a diferença entre logo e marca?
Logo, do grego lógos, significa "palavra", "conceito". Marca, do germânico marka, no latim signum, cuja tradução é "significado".  Ou seja, logo significa o design, a parte gráfica da empresa, e marca tudo o que representa a empresa, seu nome, seu design, etc. Segundo Giorgio Gilwan, pós-graduado em Design Gráfico e Estratégia Corporativa e professor da Universidade do Vale do Itajaí, "a marca é o grande patrimônio da empresa, indica as qualidades do produto ou dos serviços por esta oferecidos, bem como fortalece sua imagem desta perante os consumidores. Seu valor é usado como estratégia para diferenciá-la do concorrente, mantendo-se no mercado e conquistando novos clientes."




Porque será então que grandes marcas como Coca-Cola, Heineken, Apple, Microsoft, Nike, Adidas, Tommy Hilfiger, Victor Hugo, Hugo Boss, Louis Vuitton, Guess, Ralph Lauren, Ferrari, Guaraná Antarctica e Google deram tão certo?


Simples: o que dá retorno comercial e certo para qualquer marca é o estudo de branding. Ah, agora pareceu fácil né? Espere. Não é tão simples quanto parece. Esta tarefa de “fazer funcionar o branding” requer algumas condições, não só para o programador visual ou designer, mas também para o cliente, ou seja, a empresa.

Mas antes, que fique claro: BRANDING não é MARKETING. O Branding usa estratégias de Marketing e o Marketing, por sua vez, precisa de uma boa comunicação visual para ser eficaz. Portanto, um complementa o outro. Giorgio Gilwan aponta que "a gestão de marca vai muito além do design propriamente dito, envolve outras áreas de conhecimento, como o marketing, por exemplo, buscando através de ações interdisciplinares, gerenciar os diversos discursos da marca."

Vamos ver agora, na prática, o que é preciso ter ou fazer para que o branding funcione:

CLIENTE/EMPRESA:
"Eu já tenho uma marca. Contratei um profissional para fazer um estudo da minha marca, mas não quero que ele mude muito, quero que fique assim, com essa cor aqui, com essa forma aqui, desse jeito aqui."

1.  CONFIAR. Confiança é a palavra-chave do branding. O cliente deve confiar na empresa/profissional que contratou para fazer o estudo de branding. Deve estar disposto a ouvir críticas e ter a consciência de que se ele está contratando um profissional especializado nisso é porque o cara entende do assunto. Isso tudo para obter uma marca confiável. Parece redundante mas não é. O cliente deve CONFIAR para se tornar CONFIÁVEL...

2.  MENTE ABERTA. O cliente tem que abrir a mente para novos desafios, novas propostas, novas ideias. É uma das formas manter o negócio de acordo com as tendências do mercado.

3.  DE OLHO NA CONCORRÊNCIA. O cliente deve estar atento aos seus concorrentes, eles são o termômetro do planejamento. Se  deseja que seu negócio dê certo, espelhe-se ou, melhor dizendo, busque ser superior ao cara que já estádando certo no mercado. 

DESIGNER/PROGRAMADOR VISUAL:
"Ah, eu sou profissional e sei o que estou fazendo! O cliente tem que aceitar o que eu estou apresentando." Veja umas dicas pra você.

1. TRANSMITA SEGURANÇA. Se você quer fazer um bom negócio, tem que transmitir segurança para o seu cliente. Afinal, além de ser sua mina de ouro, ele deve se sentir tranquilo para confiar em você. Esse definitivamente é o primeiro passo. 

2. PESQUISA E ESTUDO. A pesquisa envolve várias coisas, inclusive a análise benchmark, que tanto o profissional quanto o cliente devem estar atentos. Não para imitar, mas para buscar uma marca que se destaque das demais. Uma identidade visual com conceitos bem definidos. E tem mais: o cliente gosta de quem sabe do assunto, então estude as marcas, estude, vire a noite se for preciso, mas não apresente qualquer coisa para seu cliente, pois vai ser não na certa. O mercado está cheio de profissionais assim. Não seja mais um no meio deles, destaque-se.

lampada acesa, lampadas apagadas junto com uma acesa, luz, iluminação, idéia, boa ideia, acima da média, ideia boa, ideia criativa, criatividade, criar, 3.  CRIATIVIDADE. O cliente gosta de quem é determinado. O cliente gosta de quem é comercial. Mas o cliente AMA quem é criativo. Se você tem criatividade, sua mente vale muita coisa. Busque ser criativo. Estimule sua mente para apresentar ideias criativas para o seu cliente.

4. NÃO PRESSIONE O CLIENTE. Seja paciente, se acha que o cliente está demorando, não o pressione, seja sutil. O cliente gosta de se sentir à vontade. Não adianta você tentar infiltrar uma ideia que o cliente não QUER comprar.

5. FOCO E MÃOS À OBRA! O cliente não pode esperar, se ele esperar, daqui a pouco desiste. Portanto, seja pró-ativo e tenha foco nos seus jobs. Implantar uma marca de acordo com as necessidades do cliente não é fácil. Mostre serviço. Faça ele comprar sua ideia da maneira certa.

Bom, gente, espero ter esclarecido algumas coisas e ter ajudado. Uma marca não se faz de um dia para o outro. Fiquem atentos. Qualquer dúvida é só comentar!


A Análise da Campanha "The Beetles" e de que forma foi usada a Intertextualidade

Uma campanha publicitária de qualidade e consistência, de acordo com o Blog Design Disease – online em Wordpress.com – é um conjunto de peças que são criadas objetivando atingir um determinado público alvo de forma criativa e dinâmica, a fim de chamar a atenção do observador e persuadi-lo à compra ou aderência do produto, objeto ou ideia veiculada. Para atingir um resultado satisfatório, é comum certos profissionais apostarem na utilização de formatos, posturas e suportes que, de certa forma já são conhecidos por uma grande massa, ou ao menos conhecidos pelo público o qual se deseja alcançar. Esses formatos, posturas e suportes, dentro da publicidade, são o que chamamos de intertextualidade.

A seguir, temos um exemplo simples de como se dão os processos intertextuais em campanhas de publicidade em nosso país e fora dele. Se trata da campanha publicitária da VolksWagen que foi chamada “The Beetles”. A peça foi veiculada no ano de 2006 em alguns países da Europa e na América do Norte e traz consigo, obviamente, uma intertextualidade fazendo alusão à banda britânica “The Beatles”.

O trocadilho procurado pela empresa ao adotar a campanha foi o fato de a banda e o carro terem os nomes bastante parecidos na escrita, e totalmente idênticos na pronúncia. Beatles, a banda, e Beetles, o carro. Neste caso, o objetivo foi de unir o nome da banda mundialmente conhecida ao novo – na época – produto da Volkswagen para atingir o máximo de pessoas possível.

Ao analisar, observamos que a empresa compara seu produto à banda de rock mais conhecida de todos os tempos indicando que, assim como a banda, os modelos Beetle da Volkswagen serão extremamente famosos, serão campeões de vendas e serão totalmente populares ao redor do mundo. Irão alcançar uma gigantesca quantidade de pessoas e virar mania, assim como a famosa banda.

A foto de quatro carros atravessando a rua, enfileirados, nos remete à capa do álbum Abbey Road, lançado pela banda no ano de 1969, onde os quatro atravessam a rua pela faixa de pedestres em Londres. O nome do disco tem o mesmo nome da rua onde atravessaram: Abbey Road, que em português diz-se Rua Abbey (Ou Rua do Convento). Desde o seu lançamento, a foto se tornou mundialmente conhecida, inclusive a mais conhecida já tirada pelos rapazes. O alcance da fotografia fez com que ela representasse, de forma imagética, Os Beatles. Tanto é verdade que, sempre que se precisa adicionar uma imagem ao nome do grupo, é usada esta foto.

Ao lado temos a fotografia da capa do álbum Abbey Road, The Beatles, fotografia que deu origem à campanha da Volkswagen. Na foto, curiosamente se pode observar que à esquerda há um Volkswagen Beetle – do modelo anterior – de cor branca, que no Brasil foi chamado de Fusca.

Enfim, uma boa campanha deve conter, obrigatoriamente, em seu planejamento, os processos linguísticos utilizados, o público bem definido e, é claro, a associação com uma ideia de fácil assimilação e de conhecimento da massa, para que sua comunicação seja um sucesso.

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