Resenha Universitária Sobre a Importância da Leitura e do Repertório na Publicidade


"O lucro é subproduto das coisas bem feitas. Estas, por sua vez, subprodução das boas ideias." Assim afirmou Phillip Kotler, professor universitário norte americano, escritor reconhecido mundialmente, e um profissional de marketing realmente acima da média.

repertório, como ser criativo, boas ideias
Mas afinal, de onde saem estas tais boas ideias? Kotler mesmo diria que elas são, nada a mais ou a menos, que fruto das projeções que fazemos a respeito de tudo o que previamente absorvemos. Trocando em miúdos, as ideias surgem devido à mistura de nossa forma de analisar e opinião própria - que se adquire através da experiência - com nosso repertório, nosso conhecimento.

Assim sendo, rapidamente chegamos a uma conclusão óbvia fazendo o seguinte questionamento: Qual é a forma mais fácil, simples e proveitosa de se disseminar o conhecimento? Bom, não é preciso pensar mais que uma vez. Apesar dos avanços midiáticos objetivando levar conhecimento de forma alternativa, seja com áudio ou vídeos, podcasts, cd's e tudo mais, a leitura de livros ou quaisquer tipos de texto, ainda é, pelo menos até o momento, a melhor forma para tal difusão.

É através da mensagem linguística que grandes pensadores depositam seus métodos e suas conclusões. Os livros, em especial, abrigam por entre suas páginas as respostas à todas as perguntas que se podem ser feitas. Quanto a isso não existe dúvida e sequer sobra de variação.

Enfim, ler não é apenas decodificar padronizadamente as letras de um determinado idioma. Ler é descobrir de onde saem as boas ideias. É se abrir para uma realidade que antes era oculta ao leitor. Ler é sinônimo de opinião, é sinônimo de boas ideias, é sinônimo de avanço. E como eu disse, o lucro existe porque antes existiram boas ideias.

Fim do mundo ou revolução dos livros digitais?



Os novos e-Books chegaram com tudo no mercado editorial. Para quem não sabe, os 'e-Books' ou 'hiperlivros' são chamados assim por serem reproduzidos digitalmente. Os livros eletrônicos trazem alguns benefícios extremamente importantes, que não poderia deixar de pontuar, como:

- uma alternativa mais sustentável de leitura, ecologicamente correta
- praticidade, fácil carregamento
- maior vida útil do livro
- custo inferior ao do livro impresso


Pois bem, isso é só um pouco do que o e-Book pode trazer de bom pra gente. Mas... seria o fim do livro impresso no mundo?  Essa foi a pergunta unânime para os estudiosos de Produção Editorial e os editores espalhados por aí. Diversas matérias foram anunciadas nos principais meios de comunicação, um verdadeiro bombardeio mundial com a invasão deste avanço tecnológico no nosso mercado tão tradicional e fidelizado. A resposta não é definitiva, mas muitas explicações nós já temos ouvido. O livro impresso tem suas contra-argumentações para seu "concorrente":


- O livro impresso não precisa estar conectado a nenhum dispositivo para que possa ser lido
- Sua leitura é mais agradável
- A experiência do leitor com um livro vai muito além da escrita: o
contato com o papel, com os acabamentos gráficos, o ruído de virar a
página, etc.

Pensando nisso, várias empresas surgem com um novo conceito de leitura de e-Books. A Amazon, por exemplo, desenvolveu um e-reader, o Kindle, feito exclusivamente para este fim, que procura aproximar toda a sensação de leitura de um livro impresso, no qual a tela não possui luz interna e não transmite os mesmos reflexos de um iPad, por exemplo. Nos EUA, a escolha por e-Books já cresceu significativamente: uma pesquisa divulgada no Pew Research Center informou que  em novembro do ano passado o percentual de leitores de e-Books no país é de 23%, crescimento de 7% em relação à 2011. Outro estudo informa que o número de americanos que possuem e-readers e tablets cresceu de 18 para 33%. No Brasil, o mercado de e-Books ainda é tímido, mas já tem crescido bastante desde a sua chegada. Em 2012, a Amazon anunciou a chegada com força total do Kindle, aquecendo nas terras brasileiras este novo mercado literário digital. E a tendência é crescer. O livro impresso não morrerá, mas há fortes sinais de que ele está na berlinda, principalmente por seu custo operacional, que é drasticamente maior. Isto significa que está cada vez mais ameaçador o produto editorial mais comentado dos últimos tempos.


De fato, esta concorrência sempre irá existir. Obviamente, todas as editoras sofreram um baita prejuízo nos últimos 5 anos. Na mesma pesquisa divulgada no Pew Research Center, foi registrada redução de leitores de 72% para 67%. Com certeza muitas, editoras estão com seu estoque abastado de exemplares. Mas hoje, já existe um público-alvo específico de e-books, mesmo ainda em processo de estruturação. Os editores já conseguem diferencia-los de leitores de livros impressos. Não é à toa que alguns livros já possuem versão em e-Book para comprar no site de diversas livrarias.


É minha gente, para a tecnologia não há limites. Portanto, que venham os e-Books!!

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