Administrador, Redator, Publicitário, Empresário!

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Nizan Guanaes nasceu no estado da Bahia em 1958, mais exatamente em Salvador. Cursou o ensino fundamental e médio no Colégio Marista, localizado no bairro de Pituaçu da capital baiana. Formou-se em administração de empresas pela Universidade Federal da Bahia. Lá, Guanaes iniciou sua carreira no mundo da comunicação como redator publicitário, e a partir daí, descobriu que era isso que iria fazer por toda a sua vida. Após isso foi chamado para trabalhar na agência Artplan, do estado do Rio de Janeiro. 

No ano de 1985, o ainda (e apenas) publicitário mudou-se para a capital São Paulo, onde se fez conhecido tendo a DPZ Propaganda como sua nova casa. Em seguida o talentoso Nizan seguiu para a W/GGK, a agência publicitária de Washington Olivetto, hoje chamada W/McCann.

No ano de 1989, Guanaes enveredou-se para o seu primeiro de muitos empreendimentos e comprou a marca DM9, nome que até o momento batizava a agência nascida em Salvador, com o objetivo de tornar sua marca conhecida em seu país e de transformá-la, a partir de São Paulo – capital onde empresa de Guanaes se instalou inicialmente -, em uma agência de atuação nacional. A DM9 protagonizou um rápido e anormal crescimento, chamando a atenção não só do mercado brasileiro, mas também do mercado internacional e, em 1997, associou-se ao DDB WorldWide, um grupo multibilionário de comunicação que tem abrangência internacional, tornando-se então DM9DDB. Em 2000, concluiu a venda da DM9 à rede DDB deixando o mercado publicitário para fundar o segundo portal de internet gratuito do País, o iG, que até hoje é um dos maiores portais do país.

nizan guanaes, ddb, publicitário, empresário, Nizan Guanaes, Nizam, Nizam GuanaisEm 2002, quando terminou a quarentena determinada pelo contrato de venda da DM9, decidiu retornar a seu mercado de origem, mas, desta vez, para fundar a agência Africa e um grupo de comunicação – a exemplo de outras grandes multinacionais. Para fundar o grupo, voltou a reunir os mesmos sócios de sua primeira empreitada, João Augusto Valente e o Banco Icatu. Em 2007, outros dois sócios entrariam para o Grupo abc: o Gávea Investimentos e Sergio Valente que hoje preside a agência DM9DDB.

Um dos anunciantes mais premiados no mundo, ele é o único brasileiro selecionado pela Advertising Age como um dos melhores anunciantes do século 20. Em junho de 2010, o Financial Times publicou uma reportagem que aponta Nizan como um dos cinco brasileiros mais influentes. A matéria fala um pouco da história de cada um desses empresários/executivos e, no caso de Guanaes, destaca o seu papel como embaixador do País. Em 2010, recebeu mais um prêmio: a revista PODER, em parceria com The Americas Business Council Foundation (ABC), concedeu a Guanaes o “Poder ABC Business Award” por sua visão empreendedora.

Em 2011, Guanaes foi incluído pela revista Fast Company na lista dos 100 empresários mais criativos do mundo em 2011. Também em 2011, Nizan foi nomeado Embaixador da Boa Vontade da UNESCO, dando continuidade ao trabalho que ele e o Grupo abc desenvolvem através de iniciativas de responsabilidade social no Brasil e no mundo, como a parcerias com escolas no Brasil e com a Clinton Foundation/CGI. Também é um membro ativo da Endeavor e presidente da Associação de Empreendedores Amigos da UNESCO no Brasil.

Atualmente, Nizan Guanaes mantém uma coluna quinzenal no jornal “Folha de S. Paulo”. Por mais de 20 anos tem dedicado grande parte de seu tempo a causas sociais, principalmente relacionados ao empreendedorismo, educação e preservação do patrimônio cultural do Brasil.



As agências e a contemporaneidade!


No início, a terra era sem forma e vazia, e antes que nos déssemos conta, estávamos difundindo ideias, formas e pensamentos, a fim de criar vontade e necessidade de consumo.

Algum tempo depois de nossos antepassados descobrirem que a roda era um bem de utilidade incomensurável e que o fogo tinha muitíssimo valor, surgiram pessoas que, com estas descobertas e muitas outras, começaram a produzir, devido à necessidade que tinham de se alimentar. Então foi dada a largada para os produtores de arroz, feijão, alface, alimentos em geral. A ideia inicial era alimentar a si mesmo e aos dependentes, usando aquilo que cada um produzia. Porém, como a capacidade de produção do homem é limitada, acontecia que o produtor de arroz não produzia feijão, e o de feijão não produzia sua alface, e o de alface não tinha arroz. Para que todos pudessem comer arroz com feijão e salada, os produtores decidiram trocar entre si seus produtos.

Linha de Produção em massa Ford.

Como a necessidade do homem é infinita, com o passar do tempo foram criadas cada vez mais produções e produtores, até que, devido à evolução, foram normatizando seu local de troca (o mercado) e também sua forma de avaliação de valores (até chegar ao dinheiro que temos hoje).
Passado um tempo, a humanidade evoluiu ainda mais, criando formas para a produção em massa usando a tecnologia. Algumas mentes iluminadas foram capazes entender este processo e criaram as indústrias. Então começaram a criar, fabricar e vender tudo o que se pode imaginar. A brincadeira de ganhar dinheiro foi ficando tão divertida que cada vez mais pessoas se juntavam para ter acesso à riqueza que ela trazia.

O resultado era previsível: Quanto mais produtores, mais produção, logo, maior é a oferta. Se a quantidade de compradores não crescer juntamente, a demanda continua a mesma. Então, se temos um crescimento na oferta e uma estagnação na demanda, temos uma superprodução. Ou, trocando em miúdos, uma acumulação de produtos nas fábricas. O estoque.

Assim fomos concebidos, alguém tinha que fazer esses produtos serem consumidos. A publicidade então nasceu.

No começo, vendedores comercializavam apenas anúncios em jornais, e quando contratados pelas indústrias, redigiam textos de rápida leitura e os uniam a layouts dinâmicos, para que os anúncios fossem facilmente assimilados pelos leitores. O negócio prosperou, e então foram criadas as agências de publicidade.

Conforme as agências foram se autoafirmando como profissionais da divulgação, as mesmas foram criando este espaço (agência) fixo, onde se reuniam para “bater cartão” o diretor de arte, o de criação, o redator, os atendentes, o mídia, o rtv, enfim, os funcionários do estabelecimento. 

A Agencia de Publicidade como a conhecemos!
Porém, com o advento dos novos meios, a comunicação se tornou um mundo onde tais profissionais não são capazes (sozinhos) de fornecer todo o amparo ao seu cliente. E hoje, o que vemos é, justamente, a desconstrução deste local de encontro dos “trabalhadores de comunicação”.

Hoje a comunicação se abriu como um leque, e como Celso Japiassu relata em seu texto “Esplendor, glória, decadência e o renascer das agências de publicidade”, a vantagem de se ter um lugar para reunir constantemente os publicitários deu lugar à multidisciplinaridade, a desconstrução deste ambiente, para a “união” de pessoas em lugares distintos, em prol de um resultado comum.

O mercado que integrou profissionais de comunicação, hoje os separa buscando a comunicação integrada.





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